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15 de março de 2011

15 de março de 1990 – toma posse Fernando Collor de Mello na Presidência e implanta o "Plano Collor", confiscando o dinheiro do cidadão.



O confisco

Segundo o acadêmico Carlos Eduardo Carvalho, Professor do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, a medida política executada pelo Governo Collor, que ficou conhecida como confisco, não fazia parte, originalmente, do Plano Collor e tem origens num consenso entre os candidatos à presidência da época: Collor, Ulisses Guimarães e Lula da Silva. O confisco já era um tema em debate entre os candidatos à eleição presidencial: A gênese do Plano Collor, ou seja, como e quando foi formatado o programa propriamente dito, desenvolveu-se na assessoria de Collor a partir do final de dezembro de 1989, depois da vitória no segundo turno. O desenho final foi provavelmente muito influenciado por um documento discutido na assessoria do candidato do PMDB, Ulisses Guimarães, e depois na assessoria do candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, entre o primeiro turno e o segundo. Apesar das diferenças nas estratégias econômicas gerais, as candidaturas que se enfrentavam em meio à forte aceleração da alta dos preços, submetidas aos riscos de hiperinflação aberta no segundo semestre de 1989, não tinham políticas de estabilização próprias. A proposta de bloqueio teve origem no debate acadêmico e se impôs às principais candidaturas presidenciais. Quando ficou claro o esvaziamento da campanha de Ulysses, a proposta foi levada para a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, obteve grande apoio por parte de sua assessoria econômica e chegou à equipe de Zélia depois do segundo turno, realizado em 17 de dezembro.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Collor_de_Mello#O_confisco

30 de julho de 2010

Mário de Miranda Quintana (Alegrete, 30 de julho de 1906 — Porto Alegre, 5 de maio de 1994) foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro.



DO AMOROSO ESQUECIMENTO

Eu agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?

Mario Quintana - Espelho Mágico

DAS UTOPIAS

Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!

Mario Quintana - Espelho Mágico

A SAUDADE

A saudade é o que faz as coisas pararem
no Tempo.

Mario Quintana

(Mario Quintana - Poesia Completa
Preparativos de Viagem
p. 773)


ESPERANÇA


Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

Mario Quintana

5 de maio de 2010

Mário de Miranda Quintana (Alegrete, 30 de julho de 1906 — Porto Alegre, 5 de maio de 1994)


Eu queria trazer-te uns versos muito lindos

Mario Quintana

Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
colhidos no mais íntimo de mim...
Suas palavras
seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria
que terias de fechar teus olhos para as ouvir...
Sim! Uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel!
Trago-te palavras, apenas... e que estão escritas
do lado de fora do papel... Não sei, eu nunca soube o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente e puro, ao vento
da Poesia...
como
uma pobre lanterna que incendiou!

Extraído do livro "Quintana de bolso", Editora LP&M Pocket - Porto Alegre (RS), 2006, pág. 59, seleção de Sergio Faraco.

Link para a página "A vida e a obra de Mário Quintana" do Site da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ):

http://www.ccmq.rs.gov.br/novo/mario/mario.php

Link para a página inicial do Site da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ):

http://www.ccmq.rs.gov.br/novo/principal/index.php

Link para a página do wikipédia sobre Mário Quintana:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mario_Quintana

Link para biografia de Mário Quintana:

http://www.releituras.com/mquintana_bio.asp

8 de agosto de 2009

Hate weekends

Não existem bons fins de semana. Ao menos não existem pra mim. Há sempre o desgosto de atravessar um domingo e toda sua melancolia. Morro a cada fim de semana. Se não me aniquilo, eles fazem isso por mim.

Morro sistematicamente a cada fim de semana. Poderia amá-los. Mas não. Não amo dias, amo pessoas. E se a pessoa a quem mais amo, não me ama aos fins de semana, como amar fins de semana?

Sofro todo fim de semana. Quando digo isso, pareço escolher essa sina. Mas não. Essa sina me escolheu, não posso com ela. Não posso obrigar alguém a gostar de mim. Por isso, sofro. Morro. Enterro-me a cada fim de semana, desejando intensamente que o fim de semana chegue ao fim.

Gostaria de poder escolher meu gostar, já que não posso escolher quem irá gostar de mim. Gosto de quem gosta dos fins de semana. Mais deles que de mim. Não posso partilhar esse gostar, e por fim, gosto sozinho nos fins de semana, que parecem não gostar de mim.

Por último, sujo meu coração, envenenando com ódio, espaço dedicado ao amor. Ódio dos fins de semana. Já que não consigo ter ódio de quem não gosta de mim.

Estranho. Como odiar os fins de semana, se não consigo amá-los justamente por não poder amar dias, mas pessoas? É que um curioso mecanismo, me impede de direcionar o ódio às pessoas. Prefiro ignorá-las a odiá-las, e nesse ínterim, canalizo meu ódio aos dias, dos fins de semana sem fim.


Rodrigo

14 de julho de 2009

"...meu pobre fio de vida!"

POEMINHA SENTIMENTAL

O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vêm pousar as andorinhas...
De vez em quando chega uma
E canta
(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:
As andorinhas é que mudam.

Mário Quintana