Mostrando postagens com marcador semiótica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador semiótica. Mostrar todas as postagens

10 de setembro de 2010

Charles Sanders Peirce (Cambridge, 10 de setembro de 1839 – 19 de abril de 1914, Milford).


Charles Sanders Peirce (1839-1914), cientista, matemático, historiador, filósofo e lógico norte-americano, é considerado o fundador da moderna Semiótica. Graduou-se com louvor pela Universidade de Harvard em química, fez contribuições importantes no campo da Geodésia, Biologia, Psicologia, Matemática, Filosofia. Peirce, como diz Santaella (1983: 19), foi um "Leonardo das ciências modernas". Uma das marcas do pensamento peirceano é a amplição da noção de signo e, conseqüentemente, da noção de linguagem.

Peirce "foi o enunciador da tese anticartesiana de que todo pensamento se dá em signos, na continuidade dos signos" (p.32); do diagrama das ciências; das categorias; do pragmatismo.
Santaella, L. (2001). Matrizes da Linguagem e Pensamento. São Paulo: Iluminuras.

"Ao morrer, em 1914, Peirce deixou nada menos do que 12 mil páginas publicadas e 90 mil páginas de manuscritos inéditos. Os manuscritos foram depositados na Universidade de Harvard. Apenas vinte anos mais tarde, na década de 1930, surgiria a primeira publicação de textos coligidos nos seis volumes dos Collected Papers, editados por Hartshorne e Weiss. Infelizmente, grande parte dos textos aí coligidos restringiu-se a escritos que Peirce já publicara em vida. (...) Nos anos 1950, Burks acrescentou os volumes 7 e 8 aos Collected Papers, nos quais aparecem temas adicionais... tais como a filosofia da mente e algumas da principais correspondências de Peirce com Lady Welby onde estão expostas discussões importantes da teoria dos signos peirceana." (p.6) "...em 1976, sob direção de Max Fisch, estabeleceu-se na Universidade de indiana, com sede em Indianápolis, o Peirce Edition Project... sob os auspícios do National Endowment for the Humanities, para a publicação de escritos cronológicos de Peirce em 35 volumes" (p.7), tarefa que ainda hoje não foi terminada. Hoje o Peirce Edition Project está sob a direção de Nathan Houser.
Santaella, L. (1999). O estado da arte dos estudos sobre Peirce: um breve panorama. In Machado, F.R. (org.) Caderno da 2ª Jornada do Centro de Estudos Peirceanos. Editado pelo CEPE-COS/PUC-SP.

Para saber mais sobre a vida e a obra de Peirce, consulte:

Brent, J. (1993) Charles Sanders Peirce: A Life. Bloomington and Indianapolis: Indiana University Press.

Santaella, L. (1983). O que é Semiótica. São Paulo: Brasiliense.

Santaella, L. (1992). A assinatura das coisas. Rio de Janeiro: Imago.


Sebeok, T. A. (1994). Encyclopedic Dictionary of Semiotics. Berlin&New York: Mouton de Gruyter.

http://www.peirce.org/

http://www.digitalpeirce.fee.unicamp.br/home.htm

http://www.cspeirce.com/

http://www4.pucsp.br/pos/cos/cepe/index.htm

Texto:

http://www4.pucsp.br/pos/cos/cepe/peirce/peirce.htm

12 de novembro de 2009

Roland Barthes (Cherbourg, 12 de Novembro de 1915 — Paris, 26 de Março de 1980)






Roland Barthes foi um escritor, sociólogo, crítico literário, semiólogo e filósofo francês.

Formado em Letras Clássicas em 1939 e Gramática e Filosofia em 1943 na Universidade de Paris, fez parte da escola estruturalista, influenciado pelo lingüista Ferdinand de Saussure. Crítico dos conceitos teóricos complexos que circularam dentro dos centros educativos franceses nos anos 50. Entre 1952 e 1959 trabalhou no Centre national de la recherche scientifique - CNRS.

Barthes usou a análise semiótica em revistas e propagandas, destacando seu conteúdo político. Dividia o processo de significação em dois momentos: denotativo e conotativo. Resumida e essencialmente, o primeiro tratava da percepção simples, superficial; e o segundo continha as mitologias, como chamava os sistemas de códigos que nos são transmitidos e são adotados como padrões. Segundo ele, esses conjuntos ideológicos eram às vezes absorvidos despercebidamente, o que possibilitava e tornava viável o uso de veículos de comunicação para a persuasão.

Extraído de:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Roland_Barthes