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22 de janeiro de 2012

Sebastian Vrancx (Antuérpia, 22 de janeiro de 1573 — 19 de maio de 1647) pintor e gravurista do pré-barroco flamengo.











Foi aprendiz no atelier de Adam van Noort, o qual «colecionou» alunos célebres como Peter Paul Rubens, Jacob Jordaens, entre outros. Em Roma, perto de 1600, terá também visitado o estúdio de Paul Brill, de quem se tornou amigo.

Conhecido pelas suas extremas precisão e habilidade e estimado como um dos melhores pintores da sua época, Rubens, na sua própria colecção de arte, tinha em bom plano alguns trabalhos de Vrancx. A maioria dos seus quadros representam vertiginosas cenas de batalha, saques a cidades ou cavalaria em combate, temas com os quais se identificava principalmente. A alegoria era um estilo que lhe puxava a atenção e, quase todo o seu trabalho está baseado na alegoria.

Curioso é o fato de, na sua obra, em geral, as cores não variarem muito. O verde seco e o oliva, em associação com o cinzento, são das cores mais presentes nas suas telas. São também conhecidos na sua extensa obra, muitos esboços, sanguíneas e inúmeros desenhos e estudos.

Trabalhou com Jan Brueghel o velho, Hendrick van Balen e, no seu estúdio, o seu melhor aluno foi Pieter Snayers.

A sua obra representa na sua totalidade uma efémera passagem do alto-Renascimento para o período Barroco. No início dos seus anos de trabalho seria um pintor ainda ligado ao Renascimento, inserido neste período, visto que o Barroco ainda era vago na Itália e, como período artístico, inexistente na Flandres. Contudo, a arte da própria Flandres caminhava a passos largos numa busca desenfreada por um novo estilo, o Barroco, o qual chega nos anos primeiros do novo século, o século XVII. Esta época, na Flandres chamar-se-á de pré-Barroco, que simboliza basicamente a existência de um estilo semelhante, mas prematuro, que só se viria a consolidar quase nos mados do mesmo século, naquele território. Enquanto isto, a Itália já vivia numa intensa época barroca, e a própria França, a Espanha e o Sacro Império davam largos passos neste estilo.

A obra de Vrancx representa o que foi supra-apresentado. A procura pelo barroco e a passagem da era renascentista - e a suave queda desta - para a era barroca, que trouxe ao palco exímios artistas como Peter Boel, Peter Paul Rubens, Jacob Jordaens, entre outros.

Especula-se que o ano da sua morte seja 1647. Porém, historiadores de arte crêem que Vrancx tenha falecido posteriormente.

Alguns dos seus trabalhos podem ser apreciados no Museu Real de Belas-Artes, em Antuérpia, no Museu Groeninge, em Bruges (ambos na Bélgica) e no Museu Noordbrabants em 's-Hertogenbosch, e no Rijksmuseum em Amsterdã (na Holanda). Diversos desenhos e pinturas de Vrancx estão expostos no Museu do Hermitage, em São Petersburgo, nos museus de artes da Universidade de Harvard, no Museu do Louvre, em Paris, e em vários outros museus.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Sebastian_Vrancx

Imagens:

http://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Sebastiaan_Vrancx

5 de dezembro de 2011

José Monge Cruz, mais conhecido como Camarón de la Isla (5 de Dezembro de 1950, Cádiz, Espanha — 2 de Julho de 1992, Barcelona, Espanha).




Foi um popular cantor espanhol de flamenco.

O seu tio José alcunhou-o de camarão por ser louro e ter a pele muito branca. Aos 8 anos começou a cantar com Rancapino nas paragens dos transportes públicos e à porta de tabernas para ganhar dinheiro. Aos 14 anos entrou no filme “El amor brujo” com António Gades”. Dois anos mais tarde ganhou o primeiro prémio no “Festival del Cante Jondo” em Mairena de Alcor. Depois mudou-se para Madrid com Miguel de los Reyes, e em 1968 tornou-se artista residente em “Torres Bermejas Tablao”, onde permaneceu por 12 anos.

Foi então que conheceu Paco de Lucía, com quem iria gravar nove álbuns entre 1969 e 1977. Os dois fizerem imensas digressões durante este período. Quando de Lucía começou a sua carreira solo, Camarón passou a trabalhar com Tomatito.

O primeiro disco sem Paco de Lucía, La leyenda del tiempo, lançado em 1979, é até hoje considerado um marco do flamenco, aproximando-o de gêneros como o rock e o jazz. É também a partir desse disco que o cantor abrevia seu nome artístico para somente Camarón.

Em 1986 envolve-se em um acidente de trânsito no qual o veículo que dirigia choca-se com um outro, resultando na morte de duas pessoas. O cantor é condenado a um ano de prisão, mas acaba não ingressando por não ter antecedentes criminais.

Morreu de cancro do pulmão em 1992. Estima-se que mais de 100.000 mil pessoas tenham comparecido ao seu funeral.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Camar%C3%B3n_de_la_Isla

20 de março de 2010

José Monge Cruz (por vezes creditado como José Monje Cruz), mais conhecido como Camarón de la Isla ou simplesmente Camarón










O seu tio José alcunhou-o de camarão por ser louro e ter a pele muito branca. Aos 8 anos começou a cantar com Rancapino nas paragens dos transportes públicos e à porta de tabernas para ganhar dinheiro. Aos 14 anos entrou no filme “El amor brujo” com António Gades. Dois anos mais tarde ganhou o primeiro prêmio no “Festival del Cante Jondo” em Mairena de Alcor. Depois mudou-se para Madrid com Miguel de los Reyes, e em 1968 tornou-se artista residente em “Torres Bermejas Tablao”, onde permaneceu por 12 anos.

Foi então que conheceu Paco de Lucía, com quem iria gravar nove álbuns entre 1969 e 1977. Os dois fizerem imensas digressões durante este período. Quando de Lucía começou a sua carreira a solo, Camarón passou a trabalhar com Tomatito.

O primeiro disco sem Paco de Lucía, La leyenda del tiempo, lançado em 1979, é até hoje considerado um marco do flamenco, aproximando-o de gêneros como o rock e o jazz. É também a partir desse disco que o cantor abrevia seu nome artístico para somente Camarón.

Em 1986 envolve-se em um acidente de trânsito no qual o veículo que dirigia choca-se com um outro, resultando na morte de duas pessoas. O cantor é condenado a um ano de prisão, na qual acaba não ingressando por padecer de antecedentes criminais.

Morreu de cancro do pulmão em 1992. Estima-se que mais de 100.000 mil pessoas tenham comparecido no seu funeral.

Camarón foi o mais popular e influente cantor de flamenco do período moderno. Embora o seu trabalho tenha sido criticado pelos tradicionalistas, é considerado de grande importância por mostrar às gerações mais novas a cultura do flamenco.

Em 2005 o diretor Jaime Chavárri levou às telas a cinebiografia Camarón, com Óscar Jaeneda no papel principal. O filme foi indicado a diversas categorias do Prêmio Goya, a mais importante premiação do cinema espanhol.

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