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16 de janeiro de 2012

Fotografias Aéreas de Ciclones Tropicais











Ciclone tropical é uma grande perturbação na atmosfera terrestre. É um sistema formado por grandes tempestades e é caracterizada por ser uma região onde a pressão atmosférica é significativamente menor e a temperatura é ligeiramente maior do que suas vizinhanças. É uma área de baixa pressão atmosférica com uma circulação fechada de ventos e diferencia-se dos ciclones extratropicais por ter um núcleo quente e um centro bastante definido em sistemas mais intensos, conhecido como olho. A grande diferença de pressão atmosférica entre o centro do ciclone e suas vizinhanças, conhecida como força de gradiente de pressão, gera intensos ventos que podem ultrapassar 300 km/h em grandes ciclones. Seu giro característico, no sentido anti-horário no hemisfério norte e horário no hemisfério sul, é inicialmente causado pela força de Coriolis e postergada pela energia liberada pela condensação da umidade atmosférica. Trovoadas e chuvas torrenciais estão frequentemente associados a ciclones tropicais. Formam-se costumeiramente nas regiões trópicas, aos arredores da Linha do Equador, onde constitui uma parte do sistema de circulação atmosférica ao mover calor da região equatorial para as latitudes mais altas. O ciclone tropical é movido pela energia térmica liberada quando ar úmido sobe para camadas mais altas da atmosfera e o vapor de água associado se condensa.

Ciclone tropical é um termo geral para esse fenômeno meteorológico, mas dependendo de sua localização geográfica e de sua intensidade, os ciclones tropicais podem ganhar várias outras denominações, tais como furacão, tufão, tempestade tropical, tempestade ciclônica, depressão tropical ou simplesmente ciclone.

Produzem ventos e chuvas como qualquer outra região onde há significativas taxas de variação da pressão atmosférica. Entretanto, as taxas de variação da pressão atmosférica em ciclones tropicais são em geral muito acentuadas, e associadas à presença de calor e umidade em abundância sobre os oceanos quentes, as chuvas e ventos podem ser particularmente intensos. Os ciclones tropicais também são capazes de gerar ondas fortíssimas e a maré de tempestade, uma elevação do nível do mar também causado pelos ventos intensos quando o sistema se aproxima de uma região costeira. Estes fatores secundários podem ser tão devastadores quanto os ventos e as chuvas fortes. Os ciclones tropicais formam-se a partir de perturbações atmosféricas sobre grandes massas de água quente, onde há alta concentração de calor e umidade que funcionam como seu combustível. No entanto, perdem sua intensidade assim que alcançam regiões costeiras e o continente, pois o calor e a umidade já não estão mais disponíveis. Esta é a razão de as regiões costeiras serem geralmente as áreas mais afetadas pela passagem de um ciclone tropical; regiões afastadas da costa são geralmente poupadas dos ventos mais fortes. Entretanto, as chuvas torrenciais podem causar enchentes severas e as marés de tempestade podem causar imensas inundações costeiras; em algumas ocasiões a água do mar pode chegar a mais de 40 quilômetros da costa. Seus efeitos podem ser devastadores para a população humana, embora possam amenizar estiagens.

Muitos ciclones tropicais formam-se quando as condições atmosféricas em torno de uma perturbação fraca na atmosfera são favoráveis. Esta é a maneira mais comum para a formação de um sistema, mas existem outros meios menos comuns para a formação de um ciclone tropical: um ciclone extratropical pode estar sobre águas suficientemente quentes e imerso em uma região com alta disponibilidade de calor e umidade, tendo todas as condições para se transformar em um ciclone tropical. Este foi o caso do furacão Catarina em 2004, que atingiu a costa da região sul do Brasil como um ciclone tropical com ventos de até 185 km/h.

Os ciclones tropicais são os causadores de alguns dos piores desastres naturais do mundo. Em 2008, o ciclone Nargis causou mais de 150 000 fatalidades em Mianmar. O ciclone de Bhola de 1970 causou mais de 300 000 mortes em Bangladesh. Algumas regiões do mundo estão mais propensas a serem atingidas por ciclones tropicais do que outras: o leste da China costuma ser atingida por dez ciclones por ano, enquanto que nas Filipinas este número pode chegar a vinte. Japão, Austrália, Madagascar, os países do Caribe, México e os Estados Unidos também são atingidos por ciclones todo ano, mas em geral esses países estão mais preparados para a eventual chegada de um ciclone tropical: os Estados Unidos, por exemplo, têm uma agência especial para a previsão e monitoramento de ciclones, o Centro Nacional de Furacões. Entretanto, outros países são menos propensos ou nunca recebem em suas costas um ciclone tropical. Os países banhados pelo Mar Arábico e o Golfo de Bengala podem ser afetados por ciclones tropicais de grande intensidade uma vez em cinco anos, enquanto que o Atlântico Sul, onde as águas são demasiadamente frias para suportar ciclones tropicais, a geração desses sistemas têm ficado mais comum.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclone_tropical

Imagens:

http://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Aerial_photographs_of_tropical_cyclones?uselang=pt-br

23 de abril de 2011

23 de abril de 1962 - A máquina fotográfica 360º de Sebastião Carvalho Leme é patenteada.






A máquina fotográfica 360° é uma câmera fotográfica capaz de fazer uma única fotografia panorâmica completa (abrangendo toda a volta) a partir de um determinado ponto.

A câmera foi inventada por Sebastião Carvalho Leme, fotógrafo brasileiro quando residente em Marília, São Paulo. Em 1957 um empresário solicitou uma fotografia de seus prédios numa confluência de três esquinas, e o seu interesse era mostrar o conjunto dos prédios numa só foto — o que necessariamente teria de ser feito em 360 graus.

Usando então uma câmara fotográfica Rolleiflex com cabeça panorâmica foram tirados dez negativos que, ampliados e montados, resultaram na foto desejada.

Surgiu daí o desafio: Por que não tirar num só negativo uma fotografia que abrangesse 360 graus?

Lemos pôs aquele desafio na "agenda" de sua mente e passou a cogitar uma solução ao caso. O embrião de uma idéia surgiu. Foi, assim, patenteado sob o número 99.271 no então Departamento Nacional da Propriedade Industrial (hoje extinto e sucedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial) em 26 de Novembro de 1957. Numa latinha de massa de tomate instalou uma objetiva, um dispositivo interno especial (que é o princípio da invenção) e um pedaço de filme fixo dentro da lata. Com a mão fez girar a objetiva, fazendo, assim, o primeiro teste para sentir as possibilidades. O teste foi feito em frente ao edifício do Senai usando o sistema para fotografar em 360°. Revelado o filme, comprovou-se, precariamente, a possibilidade de se tirarem fotos em 360°. Feito o primeiro protótipo, já mecanizado, veio a confirmação. Foram feitos três protótipos, consumindo-se cerca de um ano para o aperfeiçoamento.

Neste ínterim, certo de ter conseguido a solução para tirar fotos com 360°, Leme providenciou o processo de patente que tramitou durante alguns anos no Departamento Nacional da Propriedade Industrial, tempo em que foram pesquisadas a viabilidade do sistema e a existência de similares, concedendo-se a patente em 23 de abril de 1962 sob o número 61.472. Cerca de 20 anos após a concessão da patente surgiu nos Estados Unidos um sistema similar, sem, contudo, o dispositivo interno acima referido.

A máquina permaneceu inativa durante quinze anos. No final de 1997 foi reativada e aperfeiçoada, passando a ser utilizada novamente.

http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1quina_fotogr%C3%A1fica_360%C2%BA

Imagens:

http://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Sebasti%C3%A3o_Carvalho_Leme?uselang=pt