9 de janeiro de 2012
Trecho do filme "O dragão da maldade contra o santo guerreiro", de Glauber Rocha.
16 de novembro de 2010
Não Serve Pra Mim - Roberto Carlos (1967).
José Lewgoy (Veranópolis, 16 de novembro de 1920 — Rio de Janeiro, 10 de fevereiro de 2003).

Lewgoy ajuda a revigorar o cinema nacional
Aos 75 anos, o ator vibra com os novos rumos da arte no País
e participa de muitas produções
BETH NÉSPOLI - Especial para o Estado
RIO - Aos 75 anos, José Lewgoy poderia perfeitamente representar o papel do velho ator que passa os dias escrevendo suas memórias. No entanto, o clima de sereno recolhimento passou longe desse gaúcho temperamental e impaciente que há décadas mantém uma agenda repleta de compromissos com a televisão e o cinema brasileiro.
No carnaval, Lewgoy gravou uma participação especial na novela Quem É Você, na TV Globo. No dia 3, viajou para o Festival de Cartagena, na Colômbia, onde ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante por sua participação em O Judeu, de Jom Tob Azulay. Ele também concorreu com O Quatrilho, de Fábio Barreto.
Em abril, está de volta para participar das filmagens de A Hora Mágica, de Guilherme de Almeida Prado. No ano passado, atuou em O Monge e a Filha do Carrasco, filme dirigido por Walter Lima Júnior e produzido por Jofre Rodrigues, que já o convidou para sua próxima produção - Vestido de Noiva. Lewgoy revela ainda "estar nos planos" do diretor Paulo Thiago, que começa a filmar em breve Policarpo Quaresma, Herói do Brasil, com roteiro de Alcione Araújo baseado no romance de Lima Barreto.
Sem dúvida, o cinema brasileiro apenas tem a ganhar utilizando o talento e a rara experiência desse ator. Mas é uma pena que tanta agitação acabe impedindo que Lewgoy concretize seu desejo de escrever uma autobiografia. Afinal, por meio de sua história, o público conheceria também boa parte da história do cinema brasileiro - desde as chanchadas da Atlântida, passando pelo Cinema Novo, até as mais recentes produções. Ele trabalhou também com cineastas estrangeiros, como Werner Herzog e Paul Mazursky.
As memórias do ator também revelariam sua sólida e sofisticada formação cultural - uma faceta desconhecida por boa parte de seus admiradores. Lewgoy fala fluentemente francês, inglês, italiano, espanhol, além de "um alemão que dá para o gasto". Pretende ainda estudar japonês. Formou- se em Arte Dramática na Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e demonstra amplos conhecimentos de literatura e dramaturgia.
Nos anos 40, em Porto Alegre, Lewgoy trabalhava como tradutor na editora Globo, onde mantinha estreita convivência com escritores do porte de Mário Quintana. Nessa época, já era formado em Ciências Políticas e Econômicas.
Em 1947, traduziu, dirigiu, desenhou os cenários e interpretou O Viajante sem Bagagem, de Jean Anouilh. Na estréia, Érico Veríssimo, seu colega da editora Globo, compareceu acompanhado do adido cultural norte-americano, o que lhe valeu uma bolsa de estudos para Yale.
De volta ao Brasil, em 1949, fez o primeiro de uma série de vilões na Atlântida, no filme Carnaval no Fogo, dirigido por Watson Macedo, considerado o mestre da chanchada. Até 1954, quando foi morar na França, Lewgoy trabalhou em inúmeros filmes, entre eles as primeiras paródias a produções de Hollywood, dirigidas por Carlos Manga, como Carnaval na Atlântida. Recentemente, voltou a trabalhar com o diretor na minissérie Engraçadinha, de Nélson Rodrigues.
Quando retornou da França, em 1964, além de trabalhar em teatro e no jornal O Pasquim, Lewgoy inaugurou, com O Bofe, uma bem-sucedida carreira nas telenovelas. Em 1983, no último dia de gravação da novela Louco de Amor, em que seu personagem Edgard fazia enorme sucesso, Lewgoy sofreu um grave acidente de carro, causando comoção nacional. Como bom gaúcho, saiu numa cadeira de rodas do hospital para gravar cenas do O Beijo da Mulher Aranha, de Hector Babenco.
José Lewgoy (1920-2003). Gaúcho de Veranópolis, era o caçula de oito irmãos, filho de uma americana e de um russo.
Publicado em:
http://www.cinemabrasileiro.net/joselewgoy.html
15 de outubro de 2010
15 de outubro de 1940 - Lançamento do filme "O Grande Ditador" de Charles Chaplin.
Foi lançado em 15 de outubro de 1940 e satiriza o nazismo, o fascismo e seus maiores propagadores, Adolf Hitler e Benito Mussolini. Foi o primeiro filme falado de Chaplin também.
http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Great_Dictator
7 de maio de 2010
30 de abril de 2010
Humberto Mauro (Volta Grande, 30 de abril de 1897 - 5 de novembro de 1983)
Foi um dos pioneiros do cinema brasileiro. Fez filmes entre 1925 e1974 sempre com temas brasileiros.
Filho de Gaetano Mauro, imigrante italiano, e de Teresa Duarte, mineira culta e poliglota, ele nasceu na Zona da Mata mineira dois anos depois da histórica sessão cinematográfica promovida pelos irmãos Lumière, em Paris. Quando criança, mudou-se com a família para Cataguases.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Humberto_Mauro
14 de março de 2010
Glauber de Andrade Rocha (Vitória da Conquista, 14 de março de 1939 — Rio de Janeiro, 22 de agosto de 1981)










Filho de Adamastor Bráulio Silva Rocha e de Lúcia Mendes de Andrade Rocha, Glauber Rocha nasceu na cidade de Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia.
Foi criado na religião da mãe, que era protestante, membro da Igreja Presbiteriana por ação de missionários americanos da Missão Brasil Central.
Alfabetizado pela mãe, estudou no Colégio do Padre Palmeira - instituição transplantada pelo padre Luís Soares Palmeira de Caetité (então o principal núcleo cultural do interior do Estado).
Em 1947 mudou-se com a família para Salvador, onde seguiu os estudos no Colégio 2 de Julho, dirigido pela Missão Presbiteriana, ainda hoje uma das principais escolas da cidade.
Começou a realizar filmagens (seu filme Pátio, de 1959), ao mesmo tempo em que ingressou na Faculdade de Direito da Bahia (hoje da Universidade Federal da Bahia, entre 1959 a 1961), que logo abandonou para iniciar uma breve carreira jornalística, em que o foco era sempre sua paixão pelo cinema. Da faculdade foi o seu namoro e casamento com uma colega, Helena Ignez.
Sempre controvertido, escreveu e pensou cinema. Queria uma arte engajada ao pensamento e pregava uma nova estética, uma revisão crítica da realidade. Era visto pela ditadura militar que se instalou no país, em 1964, como um elemento subversivo.
Em 1971, com a radicalização do regime, Glauber partiu para o exílio, de onde nunca retornou totalmente. Em 1977, viveu seu maior trauma: a morte da irmã, a atriz Anecy Rocha, que, aos 34 anos, caiu em um fosso de elevador. Antes, outra irmã dele morreu, aos 11 anos, de leucemia.
Glauber faleceu vítima de septicemia, ou como foi declarado no atestado de óbito, de choque bacteriano, provocado por broncopneumonia que o atacava há mais de um mês, na Clínica Bambina, no Rio de Janeiro, depois de ter sido transferido de um hospital de Lisboa, capital de Portugal, onde permaneceu 18 dias internado. Residia há meses em Sintra, cidade de veraneio portuguesa, e se preparava para fazer um filme, quando começou a passar mal.
Antes de estrear na realização de uma longa metragem (Barravento, 1962), Glauber Rocha realizou vários curtas-metragens, ao mesmo tempo que se dedicava ao cineclubismo e fundava uma produtora cinematográfica.
Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), Terra em Transe (1967) e O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969) são três filmes paradigmáticos, nos quais uma crítica social feroz se alia a uma forma de filmar que pretendia cortar radicalmente com o estilo importado dos Estados Unidos da América. Essa pretensão era compartilhada pelos outros cineastas do Cinema Novo, corrente artística nacional liderada principalmente por Rocha e grandemente influenciada pelo movimento francês Nouvelle Vague.
Glauber Rocha foi um cineasta controvertido e incompreendido no seu tempo, além de ter sido patrulhado tanto pela direita como pela esquerda brasileira. Ele tinha uma visão apocalíptica de um mundo em constante decadência e toda a sua obra denotava esse seu temor. Para o poeta Ferreira Gullar, "Glauber se consumiu em seu próprio fogo".
Com Barravento ele foi premiado no Festival Internacional de Cinema da Tchecoslováquia em 1963. Um ano depois, com 'Deus e o diabo na terra do sol', ele conquistou o Grande Prêmio no Festival de Cinema Livre da Itália e o Prêmio da Crítica no Festival Internacional de Cinema de Acapulco.
Foi com Terra em Transe que tornou-se reconhecido, conquistando o Prêmio da Crítica do Festival de Cannes, o Prêmio Luis Buñuel na Espanha e o Golfinho de Ouro de melhor filme do ano, no Rio de Janeiro. Outro filme premiado de Glauber foi O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, prêmio de melhor direção no Festival de Cannes e, outra vez, o Prêmio Luiz Buñuel na Espanha.
Texto extraído de:
13 de março de 2010
José Mojica Marins (São Paulo, 13 de março de 1936), conhecido como Zé do Caixão, é um ator e diretor de cinema brasileiro.









"Zé do Caixão", seu personagem mais conhecido, foi criado por ele em 11 de outubro de 1963, após ser atormentado por um pesadelo no qual um vulto o arrastava até seu próprio túmulo. A primeira aparição do personagem foi no filme À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1963). Desde então, ele apareceu em diversos filmes.
Segundo o próprio José Mojica Marins, o nome Zé do Caixão veio de uma lenda de um ser que viveu há milhões de anos no planeta terra que se transformou em luz e depois de anos esta luz voltou a terra.
Apresentou, na década de 1990, os programas Cine Trash e Cine Sinistro, ambos na Rede Bandeirantes.Mojica teve seus títulos lançados na Europa e nos Estados Unidos da América, onde participou de mostras, festivais e recebeu prêmios. No Brasil, Mojica não conseguiu o mesmo sucesso e reconhecimento. Existem poucos títulos de seus filmes disponíveis no mercado, o que tornou sua obra pouco conhecida. Sua participação na mídia se dá quase sempre de maneira cômica, fato que teve que abraçar por necessidades financeiras.
Curiosamente, "Zé do Caixão" também foi apelido de um automóvel da Volkswagen chamado VW 1600.
Atualmente, tem um programa de entrevistas chamado "O estranho mundo de Zé do Caixão", no Canal Brasil.
Texto extraído de:http://pt.wikipedia.org/wiki/José_Mojica_Marins
3 de fevereiro de 2010
Mário Rodrigues Breves Peixoto (Bruxelas, 25 de março de 1908 — Rio de Janeiro, 3 de fevereiro de 1992) cineasta, roteirista e escritor brasileiro

É autor de livros como o romance O inútil de cada um (1984), Outono - Jardim petrificado (roteiro) e Escritos sobre Cinema (2001) e Poemas de Permeio com o Mar (2002). O seu filme, Limite, é considerado um dos clássicos mais importantes do cinema brasileiro e foi restaurado por Saulo Pereira de Mello.
Texto extraído de:
"Limite" (1931) - Mário Peixoto
Cenas iniciais do filme mudo brasileiro "Limite", do cineasta Mario Peixoto, rodado no litoral sul do Rio de Janeiro em 1931.