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6 de setembro de 2011

6 de setembro de 1965 - Um artigo do jornalista Michael Fellon usou a palavra Hippie pela primeira vez.










O termo derivou da palavra em inglês hipster, que designava as pessoas nos EUA que se envolviam com a cultura negra, e.x.: Harry The Hipster Gibson. Em 6 de setembro de 1965, o termo hippie foi utilizado pela primeira vez, em um jornal de São Francisco, um artigo do jornalista Michael Smith. * A eclosão do movimento se deu em consequencia do surgimento da chamada Geração Beat, os beatniks, uma leva de escritores e artistas que, primeiramente, assumiram os comportamentos copiados pelos hippies.

Com a palavra "beat", John Lennon, transformado em um dos principais porta-vozes pop do movimento hippie, criou o nome da sua banda -The Beatles. Tanto o termo beatnik como o termo hippie assumiam sentido pejorativo para a grande massa norte-americana.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hippie

14 de junho de 2010

Como foi sua primeira viagem de Sáááááááááááálvia!?


Como descrever,...é escroto pra caralho, num minuto, parece que o ambiente enche, e ficam aqueles círculos coloridos que dão 0 maior enjôo, movendo-se em frente aos seus olhos, parecendo duas tampas de privada multicoloridas dentro das quais você deve acertar o jato de vômito nauseante. Há também essa sensação de que você tem dez braços e/ou dez pernas e está sempre esbarrando em alguém ou algo, e tentando lembrar o nome daquela entidade com quem estava trocando uma idéia... na verdade um grande amigo, que sei lá por que cargas d'água, desapareceu... engraçado, jurava que não bebia... ai ai... será que volta tudo ao normal?

Depoimento de

Rolando Junky

Pós-graduado em Anarconarcoantropologia pelo G.R.E.S. Unidos da Lisergia, e presidente do TUF (Toque Um Foda-se)

31 de março de 2010

Pré ferir


Eu prefiro preterir
do que ser preterido.
Além de não doer,
me dá ares de vilão,
me sinto meio bandido.

Rodrigo

25 de março de 2010

Da Raridade do Bom Senso


Escrever sobre “bom senso” é algo complexo. Não se pode fazê-lo sem adicioná-lo ao texto, o que acaba tornando tal ato, um cansativo exercício de autocrítica. Como falar de consciência, sem ter consciência do que vem a significar tal termo? Ou melhor, o que falar se não há o que dizer?

Sempre há algo, se não a se dizer, ao menos a se pensar. Se vivemos e somos dotados de intelecto, como ignorar atos observados ou praticados? Como isolar da consciência, os resultados desses mesmos atos?

Há quem consiga. Há quem chame quem consiga tal filtragem de conteúdo pré-consciência, de psicopata. Há psicopatas, mas nem todos matam. O ser humano é complexo, e suas relações, assim como seus atos, previsíveis, moldados. Viramos massa, nem todo mundo consegue um espaço que permita respirar. Num sistema como este, as atitudes individuais adquirem poder irradiador.

A simples repetição de regras nos impõe certa docilidade. Quem não se adéqua, ou ignora (caso do mencionado psicopata) ou se coloca em situações de desconforto mental, tantos são os paradoxos e incongruências expostas abertamente aos olhos.

Por isso pensar dói. Dói porque a verdade dói. É melhor viver num molde programado, a pensar nas atitudes que vivencia e nas que pratica, ou em suas conseqüências. Seria essa a maior revolução da existência, sem armas, sem confronto que não de idéias, onde as posturas necessariamente deveriam estar repletas de bom senso, o melhor tempero da vida.

A revolução a partir do indivíduo. Não essa imposta por um líder, pois há indícios de que perdemos o poder e a vontade de decidir por nós mesmos, e preferimos delegar esse poder capaz de reprimir-nos, a alguém que estará acima do cidadão comum.

Bom senso é artigo raro. Coisa fina, de luxo, só quem pensa pode ter, e desacostumamo-nos a pensar.

Rodrigo

24 de fevereiro de 2010

Constelação de Pisces o Peixes


Esta constelação é atravessada pelo sol a partir de 12 mar a 18 de abril. No fim do Zodíaco, situa-se entre a constelação Aquário e Áries para o oeste para o leste. Embora bastante grande, é cortar um pedaço do céu longe do plano da Via Láctea e contém poucas estrelas visíveis, todas bastante baixa luminosidade. Peixes também designar um signo do Zodíaco correspondente à área de 30 ° da eclíptica atravessada pelo domingo de fevereiro de 19 a 20 mar.

Neste sentido, ele serve para identificar o movimento global, ainda utilizado na astrologia.

Esta constelação fica nas imediações do Grande Quadrado de Pégaso, a partir do qual ele pode ser detectado quando a visibilidade são condições suficientes.

Texto e imagem extraídos de:

http://www.astronoo.com/pt/constelacoesZodiacais.html

17 de dezembro de 2009

Vida Besta

Vão-se as horas
e o decorrer das horas
nada muda,
na existência cega,
burra, surda e muda,
de um sujeito
que espera o dia,
em que o destino
lhe resolva a vida.

Passam-se dias,
e o mesmo sujeito,
ainda aguarda
sem mover um dedo
algum acaso
que reverta a queda,
que teve início
em seu parto
prematuro.

Seguem semanas,
meses, anos...
E segue ele,
com seus desenganos,
entregue à sorte
por comodidade,
deixando anseios
de molho
na vontade.

Passou o tempo,
e o tal sujeito,
sente nas pernas,
nos pés, nas mãos...
sente no peito,
o pesado fardo
da idade.

O seu "presente"
não lhe trouxe
nenhuma novidade.

O seu "agora",
pela demora
fez-se tarde.

Morre o sujeito
que passou a vida,
olhando o tempo
sem achar saída
para os problemas
que não enfrentou.

Seu insucesso
acabou sendo o fruto
de uma árvore,
que por um descuido
ou negligência,
mas também
por ironia,
com apatia
ele mesmo
semeou.

Rodrigo

10 de dezembro de 2009

Caos Mental


Explosão iminente expressa no esfigmomanômetro. Pressão a mil. Borbulhas arrepiam os pelos das narinas e calafrios eriçam a pele, sensibilizando o cerne dorsal. Espocam flashes pujantes diante de meus olhos, fazendo cintilar luzes coloridas e de um brilho intenso em um pano de fundo formado por uma combinação de cores que vão girando em velocidade progressiva, até que se fundam produzindo uma tonalidade verde vômito reluzente. As pernas comportam-se como se finas e determinadamente ineficazes molas fossem frente à hercúlea tarefa de sustentar um enorme fardo de carne semimorta. Lágrimas provenientes de gargalhadas gosmentas estampadas numa face tomada pelo formigamento da pele que sugeria desespero e insanidade. A carne despregando-se dos ossos deforma a aparente sólida matéria. Nuvens de fumaça e um forte e ofensivo odor acre envolvem o confuso cenário. Zunidos metálicos ecoam num tilintar esganiçado como um solo de serrote desafinado. O deslizar lento de uma lâmina que indolentemente corta a pele provocando um estrago somente percebido ao fitar o escorrer escarlate do sangue pela pele refletido no espelho. Um pavor proveniente de uma sensação de estrangulamento das vísceras, que provoca desconforto ao destilar o desejo de estar morto. Suor abundante e fétido molha os trapos molambentos que cobrem meu pobre corpo, arauto deste cenário macabro. Até quando suportarei tal martírio?

O desenrolar do tempo traz consigo uma sensação de sedação. Prostração. Apatia ou lobotomia? Uma percepção pastosa que confunde as referências temporais, chegando a transparecer que o tempo inexiste. Sem ontem nem hoje. Muito menos o entendimento do agora. Onde terá se escondido o passado? Que importância poderia ter o futuro? Quão ínfima será a relevância do presente? Como enxergar a fronteira que delimita cada nuança desse caos que me envolve?

Por sorte esse tipo de estado em que me via inserido, não permitia que me afetasse. Percepções adormecidas do momento. Estava eu ali. Inerte. Imoto. Sem reação. Nenhuma questão haveria de ter importância para mim. Sequer concebia um conceito de “eu”. Se não estivesse completamente incapaz para qualquer raciocínio, decretaria minha morte cerebral naquele exato momento. No entanto o “Tempo”, a entidade mais próxima de um conceito razoável de “Deus”, aquele que decide por nós quando não nos é facultado decidir, certamente me daria alguma espécie de socorro, algum conforto, se fosse eu capaz de deixá-lo apresentar-se sem atropelos e ansiedades, com a sabedoria da paciência, e a humildade imposta pelo “não poder querer”.

Rodrigo.

Para minha parteira.

5 de dezembro de 2009

Avareza


Acho curioso observar a capacidade efetiva que o dinheiro demonstra, de poder mensurar em numerário, algo tão nefasto como a pequenez de caráter do ser humano.

Rodrigo